Crezo Dourado se diz indignado com possível venda do jornal A Tarde
Foto: Reprodução/ Época/Skycrapper
Ao saber que a família Simões estaria negociando a venda do jornal A Tarde para outro grupo, o empresário Crezo Dourado, que, nesta quinta-feira (14) ganhou na justiça o direito de retornar para a empresa mediante a apresentação da carta fiança (clique aqui), se disse indignado. "Eles são loucos, não podem vender o que não é deles. Se é um posicionamento, paciência. Fiz tudo com a mais absoluta boa fé, não passei ninguém pra trás. Da forma como foi conduzida, me afastei dessa operação para cuidar do dia a dia dos meus negócios. Meus advogados estão confiantes no caminho que estamos seguindo. Não precisa nem conhecer muito de direito para saber que o jornal está sub judice. No nosso entender o grupo é nosso, então como terceiros vão comprar? Pode ser especulação”, disse o empresário. O grupo Piatra, que é liderado por Crezo, obteve liminar em 1ª Instância para reintegração de posse do A Tarde, que teve a validade questionada pela direção da empresa. Isso porque o desembargador Lidivaldo Brito determinou que a Piatra se abstenha de praticar quaisquer atos em nome do Grupo A Tarde, especialmente aqueles que versem sobre o seu patrimônio mobiliário e imobiliário (clique aqui). De acordo com Crezo, os advogados pretendem oferecer uma garantia imobiliária “para parar essa discussão de carta”. “Eles vão preferir dar uma garantia imobiliária, porque aí faz uma avaliação. Eles não entendem e discutiam que a carta era falsificada. Nunca existiu carta falsificada. A fiança era fidejussória, não era fiança bancária. Eles nem se quer quiseram estudar pra saber o que era fiança, mas cada um tem suas limitações”, afirmou o empresário, que pretende reinstaurar a harmonia dentro do grupo de comunicação. "O trabalho que eu quero fazer é um trabalho sério e comprometido com o que é correto para o futuro do jornal.
A gente ganhou uma batalha mas não ganhou a guerra, não quero chegar lá com polícia, como eles, não tenho mágoa. O mais importante é salvar o jornal, fazer a coisa de forma harmoniosa", declarou Crezo. Ele ainda pediu ajuda a todos, desde a "sociedade baiana" até políticos, como o governador do Estado e o prefeito de Salvador, para resolver os problemas do A Tarde.
