Dificuldade financeira faz prefeitura colocar 'pé no freio' e repensar Museu da Música
Por Guilherme Silva
Foto: Reprodução / G1
A queda na arrecadação fez a prefeitura segurar a execução de obras na cidade. Entre os alvos do contingenciamento está o do Museu da Música, planejado para ser construído no lugar de um casarão no bairro do Comércio. Segundo o sub-secretário de Cultura, Fábio Rosa, uma empresa interessada chegou a apresentar um projeto, mas agora a gestão municipal faz uma nova avaliação para tentar reduzir os custos. "Diante das circunstâncias de crise, houve um pé no freio para a gente reavaliar números", afirmou Rosa. "O prefeito tem buscado reorganizar as finanças e decidir quando será o próximo passo para desapropriar e dar seguimento ao Museu da Música. Não é um projeto fácil, não é um projeto simples, e requer um investimento de R$ 82 milhões". O Museu da Música deve ser construído através de uma Parceria Público-Privada (PPP), mas ainda não há definição de qual porcentagem do investimento ficará sob responsabilidade do município e da iniciativa privada. A Telem se interessou pela iniciativa e apresentou um projeto demonstrando como seria organizado o museu. Segundo o sub-secretário de Cultura, a empresa já administra o Museu do Futebol, em São Paulo, mas o projeto não avançou por conta dos problemas financeiros. "A Manifestação de Interesse Privado (MIP) foi feita no final do ano, em outubro ou novembro. A decisão se vamos avançar dessa forma depende de discussões de questões financeiras. O investimento de R$ 82 milhões, tanto para o particular quanto para o município, a gente tem que rever", comentou Rosa. Nesta quinta-feira (14), a marquise do casarão no Comércio onde deve ser erguido o Museu da Música caiu, deixando duas pessoas feridas. O sub-secretário criticou a manutenção do imóvel, que ainda não está sob responsabilidade da prefeitura. "Não é cuidado pelo proprietário e isso está refletindo na segurança dos cidadãos. O projeto Museu da Música ali tende a restaurar pelo menos aquela região", afirmou.
