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Em início de sessão atribulado, Rosso diz que deputados não terão ‘função de tribunal’

Por Rebeca Menezes

Em início de sessão atribulado, Rosso diz que deputados não terão ‘função de tribunal’
Foto: Reprodução / TV Câmara
A sessão da Comissão Especial de Impeachment da Câmara dos Deputados começou atribulada nesta sexta-feira (8). Um acordo entre os líderes garantiu que todos os inscritos para falar se pronunciariam ainda nesta tarde, o que deve levar os trabalhos até às 3h deste sábado (9). A intenção é que o relatório do relator Jovair Arantes (PTB-GO), que sugere a aprovação do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), seja votado já na próxima segunda (11). E foi exatamente o que foi combinado que fez com que alguns deputados se exaltarem no início desta tarde. O presidente da comissão, Rogério Rosso (PSD-DF), iniciou a sessão lembrando que a Casa estava em uma fase pré-processual e que o grupo não é um tribunal. "A função de tribunal neste caso é privativa do Senado Federal", reforçou. Logo depois, diversos parlamentares solicitaram questões de ordem, para tratar basicamente de dois assuntos: se os votos do relatório seriam feitos nominalmente e se os suplentes de quem estivesse ausente seriam escolhidos por partidos ou blocos. Mesmo com a tentativa de Rosso de agilizar o início dos pronunciamentos, outros parlamentares iniciaram uma discussão sobre se quem iniciaria as falas seria um deputado a favor ou contra o relatório. O presidente da comissão lembrou então que, caso o acordo de se encerrar as falas não fosse cumprido, ele estava autorizado a convocar sessões no sábado ou domingo. E reforçou: “Aquele que atrapalhar a fala dos deputados vai ter sua vez suspensa, não tem jeito”. Só então o deputado Evair Melo (PV-ES) começou sua fala, sendo seguido por Arlindo Chinaglia (PT-SP).