Disputa judicial sobre Bahia Mineração chega ao fim após acordo de empresas estrangeiras
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O impasse que envolvia a venda da Bahia Mineração, feita em 2014, foi finalmente encerrado após um acordo entre as empresas envolvidas. Antiga administradora da mineradora, a suíça Zamin Ferrous vendeu o investimento para a Eurasian Resources Group (ERG), do Cazaquistão, por US$ 1,4 bilhão (entenda aqui). Porém, os compradores exigiram que o empreendimento tivesse a Licença de Implantação do Ibama para pagar a última parte da transação, de cerca de US$ 220 milhões. Apesar do governador Jaques Wagner (PT) ter conseguido a autorização em tempo hábil, a ENRC não quitou o valor restante após a queda do preço do minério de ferro, que levou a cotação da Bahia Mineração na bolsa de valores passar de US$ 30 bilhões para US$ 9 bilhões. A ENRC, então, entrou com uma ação na Corte Arbitral Holandesa, onde o contrato foi celebrado, questionando a licença que foi concedida pelo Ibama para não ter que desembolsar o dinheiro. Em contrapartida, a Zamin argumentou que a empresa cazaque faliu. O imbróglio foi resolvido após acordo judicial firmado na Alta Corte de Londres. Os detalhes da operação estão sob sigilo e não foram divulgados.
