'Doações' em lista da Odebrecht são diferentes de prestações de contas de políticos baianos
Por Luiz Fernando Teixeira
Foto: Reprodução
A divulgação dos documentos de Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, foi vista com ressalvas dentro do meio político (clique aqui e leia). Isso porque mais de 200 políticos e 20 partidos foram citados nominalmente em planilhas e anotações, mas não há provas de que o repasse de verbas que constam nos documentos estão ligados a esquemas de corrupção. De fato, quase todos os que foram identificados inicialmente alegaram que as doações foram feitas de forma legalizada e declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – e os baianos citados não foram diferentes. Do ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, e do atual prefeito de Salvador, ACM Neto, até candidatos a vereador como Pinheiro do Sindicato e outros que perderam força política, como João Almeida, 37 políticos de sete partidos do estado aparecem na relação. O número inicial de 39, que foi divulgado por alguns veículos da imprensa, não procede pois Marcio Biolchi e Mauro Poeta são listados erroneamente como sendo de Salvador, mas na verdade são do Rio Grande do Sul.


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No interior do estado, aparecem políticos de Camaçari, Candeias, Dias D’Ávila, Juazeiro, Madre de Deus e Simões Filho. Os candidatos à prefeitura dos municípios da Região Metropolitana de Salvador que são listados são Ademar Delgado (R$ 100 mil), Maurício Bacelar (R$ 100 mil), Tonha Magalhães (R$ 50 mil), Alberto Castro (R$ 50 mil), Jussara Márcia (R$ 50 mil), Carmem Gandarella (R$ 50 mil), Dinha Tolentino (R$ 20 mil) e Eduardo Alencar (R$ 50 mil). O candidato a vice-prefeito de Madre de Deus, Jeferson Andrade (R$ 50 mil), também aparece, assim como o atual prefeito de Juazeiro, Isaac Carvalho, o "Passivo" (R$ 300 mil). Mais uma vez não é possível verificar de que forma teriam chegado aos políticos.
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