Presidente do TRT crê que corte no orçamento da Justiça do Trabalho é por ser justiça social
Foto: Cláudia Cardozo/ Bahia Notícias
Em novembro de 2015, a desembargadora Maria Adna Aguiar tomou posse como presidente do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA). Na época, em meio a uma posse celebrada por ela ser a primeira cadeirante a presidir um tribunal, não se imaginava que a Justiça do Trabalho poderia sofrer um corte substancial em seu orçamento. Os reflexos desse corte podem impactar no atendimento direto ao cidadão que precisa da Justiça do Trabalho, ainda mais em um contexto de crise financeira que o país atravessa. Em entrevista ao Bahia Notícias, a desembargadora falou dos impactos do corte no orçamento para custeio e investimento e que o horário de funcionamento das varas do Trabalho na Bahia pode ser modificado. “Quando a Lei Orçamentária Anual foi aprovada, nós ficamos surpresos, pois tivemos um corte no valor de 30% do que tínhamos previsto para 2016, para área de manutenção, custeio, investimento. E nesse corte o custeio ficou com corte de 30% e o investimento em 90%. Nós já temos um orçamento muito enxuto para custeio, pois ele recebe uma pequena atualização, por conta das leis de controle. Nós já havíamos feito um orçamento enxuto, e mesmo assim tivemos esse corte. Essa verba é destinada para pagar energia, água, contratos diversos”, explica. Para tentar economizar e esticar os recursos, a presidente do TRT afirma que medidas como economia de energia já estão sendo estudadas, como desligamento de aparelhos de ar condicionado, luzes, e encerramento do expediente antes das 17h. Ela também pontua que o corte do orçamento implica em não manutenção da rede elétrica e de renovação de computadores. Recentemente, o tribunal passou por um problema na rede elétrica, que afetou todas as unidades do estado, inclusive seu processo judicial eletrônico. Na entrevista, ela também conta que tem mantido diálogo com parlamentares, principalmente os baianos, para que o orçamento da Justiça do Trabalho seja recomposto. Confira a entrevista na integra na coluna Justiça.
