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Problema na Anac pode adiar a concessão do aeroporto de Salvador

Problema na Anac pode adiar a concessão do aeroporto de Salvador
Foto: Divulgação
A falta de definição sobre nomeações na diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pode prejudicar a continuidade do processo de concessões de aeroportos anunciado pelo governo federal, como o Aeroporto Internacional de Salvador. Nesta segunda-feira (7), o presidente do órgão, Marcelo Guaranys, se reuniu com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, para apontar os entraves que a pasta enfrenta. Com o fim da mandato de Guaranys no dia 19 próximo,  haverá falta de quórum no colegiado porque outro diretor, Cláudio Passos, também está em fim de mandato na agência, que conta atualmente com quatro diretores  dos cinco previstos. Segundo o presidente, funcionário de carreira do Tesouro Nacional, os nomes terão que ser escolhidos pela Secretaria de Aviação Civil e depois encaminhados para o Gabinete Civil da Presidência da República. Porém, ele informou à Agência Brasil que não há definição sobre quando o governo escolherá os novos integrantes. “A minha preocupação é com o funcionamento da agência. Vai ficar sem quórum a partir de agora. Quando acabar o mandato, tenho que ser devolvido para o Ministério da Fazenda, além de ter uma regra de quarentena”, disse, ao deixar o encontro com o ministro da Fazenda. O governo prevê para este ano a concessão dos aeroportos de Salvador, Fortaleza, Florianópolis e Porto Alegre, ainda no primeiro semestre, mas os trabalhos dependem da aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU) e da formação de quórum na Anac. O diretor-presidente da Anac descartou o afastamento dos investidores ante ao atual cenário político e econômico do país. Guaranys frisou que esse tipo de projeto é de longo prazo, de 25 a 30 anos. “Problemas conjunturais, como os que estamos vivendo, não devem afugentar [os investidores] para projetos de tanto tempo. A gente sabe a demanda de transporte aéreo do país, desde a criação da Anac. A gente já cresceu 117%. Dobrou o número de passageiros. O setor continua atrativo e a gente tem mais capacidade de crescimento”, disse.