Camargo Corrêa admitiu cartel, lavagem de dinheiro e corrupção em acordo de leniência
Foto: Reprodução/ TV Globo
Além da propina paga ao ex-presidente da Valec, José Francisco Neves, o “Juquinha”, a Camargo Corrêa admitiu, em acordo de leniência firmado durante a Operação Lava Jato, ter praticado os crimes de cartel, lavagem de dinheiro e corrupção. Juquinha foi um dos alvos dos mandados de condução coercitiva a ser cumpridos pela Operação O Recebedor, deflagrada na madrugada desta sexta-feira (26), como desdobramento da Lava Jato. Segundo informações do Ministério Público Federal de Goiás, dos R$ 800 milhões que a empreiteira prometeu restituir aos cofres públicos, por meio de acordo, R$ 65 milhões seriam destinados a ressarcir danos atribuídos à Valec. De acordo com o MPF, a construtora informou que simulava contratos de prestação de serviços, outra empresa emitia a nota, mas os serviços não eram utilizados e o dinheiro era utilizado para pagamento de propina. A Camargo Corrêa afirma ter pagado mais de R$ 800 mil em propina a Juquinha. Segundo o MPF, com as provas fornecidas pela empreiteira, foi obtida autorização da Justiça para quebra de sigilo das demais construtoras que participavam do cartel e das contratadas pela Valec para a construção da Ferrovia Norte-Sul.
