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Com relatório, entidades médicas criticam déficit de leitos de maternidade

Por Renata Farias / Luana Ribeiro

Com relatório, entidades médicas criticam déficit de leitos de maternidade
Foto: Renata Farias / Bahia Notícias
O Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed) divulgou nesta quinta-feira (25) números referentes à situação das maternidades de Salvador e Lauro de Freitas. No encontro desta quinta, a entidade está apresentando apenas as estatísticas das unidades públicas. O sindicato, juntamente com associações de classe como Sogiba (ginecologia e obstetrícia) e Sobape (pediatria), além do presidente do Conselho Regional de Medicina (Cremeb), aponta déficit e falta de transparência relacionados à quantidade de leitos nas duas cidades. Um exemplo é a Climério de Oliveira, no bairro de Nazaré, que tem espaço para 6 partos, mas registra quadro de 22 trabalhos de parto. Em relação à transparência, o presidente da Sogiba, Carlos Lino, aponta que a Sesab informa a existência de 700 leitos. “Se eu conto leitos desativados, vai dar um número muito maior. Nosso levantamento é muito mais relacionado à situação do que ao número”, declarou, acrescentando que a Sesab recebeu o estudo, mas ainda não emitiu nenhum parecer. "Seria leviano dizer que a secretaria não vai tomar nenhuma providência nesse sentido. O documento foi entregue em janeiro. O que nós estamos dizendo é que isso precisa ser resolvido o quanto antes", pontua. Com a deficiência de leitos, Lino cita que as parturientes têm buscado cidades em que o cenário esteja mais propício. "Existe uma peregrinação muito grande das gestantes. No interior existe uma peregrinação entre cidades. Recentemente tem acontecido uma peregrinação inversa. Mulheres têm saído de Vitória da Conquista, por exemplo, pra cidades menores”, explica Lino, mencionando também outras questões não diretamente ligadas à gestação. “Hoje existe uma crise não só obstétrica, mas ginecológica. Em Ipiaú, só existem nove leitos. Tem mulher morrendo de doença benigna. Tem um mioma, aí sangra e acaba morrendo”, critica.