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Nível dos oceanos subiu mais rápido no século 20 do que em três milênios

Nível dos oceanos subiu mais rápido no século 20 do que em três milênios
Foto: Nações Unidas
Devido às alterações climáticas, o nível dos oceanos subiu mais rapidamente ao longo do século 20 do que nos três últimos milênios, conforme estudo publicado na segunda-feira (22) na revista científica norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Segundo informações da Agência Brasil, a pesquisa indica que os oceanos e mares subiram cerca de 14 centímetros entre 1900 e 2000. O aumento foi registrado principalmente no Ártico, por conta do degelo das calotas polares. Os climatólogos estimaram que, sem a elevação da temperatura ocorrida no período, o nível dos oceanos teria correspondido a menos da metade do que foi registrado. O século passado “foi excepcional em comparação com os últimos três milênios e a elevação no nível dos oceanos acelerou nos últimos 20 anos”, disse Robert Kopp, professor do departamento de Ciências da Terra da Universidade Rutgers, em Nova Jersey, Estados Unidos. O estudo foi feito com base em nova abordagem estatística desenvolvida pela Universidade de Harvard, em Massachussets, nos Estados Unidos e aponta que, entre o ano 1000 e 1400, o nível dos oceanos reduziu cerca de oito centímetros, por conta da diminuição da temperatura planetária em 0,2 graus Celsius. Atualmente, a temperatura está um grau acima do que a do final do século 19. Os pesquisadores calculam que o nível dos oceanos pode aumentar “muito provavelmente" de 51 centímetros para 1,3 metro durante este século "caso o mundo continue a ser tão dependente de energias fósseis”. No entanto, o estudo aponta se os compromissos firmados entre países levarem à eliminação gradual do uso de carvão e dos hidrocarbonetos, o nível dos oceanos talvez não ultrapasse de 24 a 60 centímetros. “Estes novos dados sobre o nível dos oceanos confirmam uma vez mais como este período moderno de aquecimento não é habitual, porque se deve às nossas emissões de gases de efeito de estufa”, destacou Stefan Rahmstorf, professor de Oceanografia no Instituto Potsdam de investigação sobre o impacto do clima, na Alemanha.