Fundac: Em greve, socioeducadores reivindicam manutenção de empregos e piso salarial
Foto: Henrique Mendes / G1 Bahia
Os socioeducadores da Fundação de Atendimento à Criança e ao Adolescente no Estado da Bahia (Fundac) completam nesta terça-feira (26) seis dias de greve. A categoria suspendeu as atividades nas Comunidades de Atendimento Socioeducativo (Case) em Tancredo Neves, CIA, Camaçari e Feira de Santana. Entre as reivindicações, os profissionais querem manutenção dos empregos independente independente da empresa que vença a licitação, piso salarial de R$ 1.250, plano de saúde, aposentadoria especial, regulamentação da categoria e nova licitação do serviço. De acordo com o comando de greve, a maior adesão à greve ocorre na Case Tancredo Neves, que tem capacidade de 150 menores, mas estaria abrigando 400 internos. Os trabalhadores acusam um gerente, identificado como João, de estimular os menores contra os socioeducadores. Os profissionais relatam também assédio moral, com ameaças de demissão por conta da greve e a existência de pessoas que trabalham há três dias, sem interrupção. A Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), à qual a Fundac está vinculada, informou em nota que as medidas da diretora do órgão, Regina Affonso, são respaldadas pelo titular da pasta. “O secretário afirma ainda não ser de competência do Estado a negociação salarial com sindicatos de trabalhadores terceirizados, sendo orientação de Governo que esta negociação aconteça junto à empresa contratada, responsável pelo cumprimento dos direitos e deveres trabalhistas da categoria. Sendo assim, a diretora Regina Affonso conta com total apoio do secretário e do Governador do Estado na condução deste processo”, diz o comunicado.
