Contato com a OAS ocorreu para buscar autorização para camarote, justifica Vovô
Por Jamile Amine / Luana Ribeiro
Foto: Jamile Amine / Bahia Notícias
Após troca de mensagens entre o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, e o ex-ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, citarem o Camarote do Ilê Aiyê, no circuito Osmar (Campo Grande), o presidente do bloco afro, Antônio Carlos dos Santos, o “Vovô”, afirmou nesta sexta-feira (15), em entrevista ao Bahia Notícias, que o contato feito pela agremiação (clique aqui) ocorreu para tratar da autorização para utilizar o terreno. De acordo com Vovô, parte da área utilizada pertence ao INSS, enquanto a outra parte pertence à prefeitura de Salvador. “Então eu estava procurando saber com quem falava para a gente poder ter a autorização para fazer [o camarote]. Tem que pegar autorização, pagar as taxas para a montagem do camarote”, explicou. O presidente da entidade não lembra se o contato foi feito diretamente com Pinheiro. “Não sei se foi com Leo pinheiro, se foi com alguém, não me lembro da época. Mas nós procuramos pessoas que pudessem ver, pessoas que falariam com o INSS para poder montar. Esse processo acontece todo ano”, acrescenta. De acordo com Vovô, o trâmite para obter a autorização foi facilitado, porém o Ilê ainda não sabe se o camarote será montado este ano, por questões financeiras. “A Petrobras baixou, a Caixa também baixou bastante o patrocínio aos blocos afros, apesar da informação de que a Caixa está patrocinando em outros estados. Mas aqui na Bahia, principalmente blocos afros, o corte foi muito acentuado, muito grande, então coisas como o camarote ficam em segundo plano, porque a prioridade é botar o bloco na rua”, declara. O camarote, afirma, custa em média R$ 550 mil. Ainda no quesito financiamento do Carnaval, Vovô afirmou não ver “nada demais” no suposto cachê recebido (clique aqui) por Ivete Sangalo e Bell Marques para cantar no Campo Grande sem cordas, no valor de R$ 840 mil, mas apontou “diferença” no tratamento às atrações da folia. “Só acho que o tratamento não pode ser tão diferenciado. A gente só sente essa disparidade. O governador tem que ver que os assessores dele nesta área não tem nenhuma sensibilidade ou visão das coisas”, avalia.
