Vendas de Varajo baiano caem 12,2% em novembro
Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas
As vendes no comércio varejista da Bahia caíram, mais uma vez. De acordo com a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan), essa é a décima primeira variação negativa registrada pela série em 2015. Na análise sazonal, a taxa foi positiva em 1,8%, indicando que houve uma recuperação em relação ao mês anterior, apesar do setor continuar sofrendo os efeitos da retração da atividade econômica. Na mesma base de comparação, o varejo nacional registrou queda de 7,8% frente a novembro de 2014. Em novembro, a queda das vendas na Bahia continua refletindo o enfraquecimento da atividade econômica. Essa redução nos negócios foi a de maior representatividade para o setor no âmbito nacional. Diante da desaceleração do crescimento real da massa de salários, aceleração da inflação, escassez de crédito, elevação da taxa de juros e aumento da incerteza a demanda se retrai, pois os agentes econômicos estão cada vez mais temerosos em realizar gastos, comprometendo, assim, as vendas do setor. Na falta de uma sinalização positiva de mudança no cenário econômico, as pessoas estão mais cautelosas em comprometerem a sua renda. Por atividade, os dados do comércio varejista do estado da Bahia, quando comparados a novembro de 2014, revelam que seis dos oito segmentos que compõem o Indicador do Volume de Vendas registraram comportamento negativo. Listados pelo grau de magnitude das taxas em ordem decrescente, têm-se: Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-27,1%); Tecidos, vestuário e calçados (-19,8%); Combustíveis e lubrificantes (-19,0%); Móveis e eletrodomésticos (-15,4%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-9,3%); e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-6,8%). Por outro lado, registraram comportamento positivo os segmentos Livros, jornais, revistas e papelaria (3,7%); e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (2,3%). Entretanto, a contribuição dos mesmos para o setor é de baixa representatividade. No que diz respeito aos subgrupos, verifica-se que o de móveis e eletrodomésticos apresentou variações negativas de 11,7% e 16,9%, respectivamente, e Hipermercados e supermercados queda de 7,4%.
