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Professor da UFRJ nega ligação com terrorismo: ‘caso fabricado’

Professor da UFRJ nega ligação com terrorismo: ‘caso fabricado’
Adlène Hicheur | Foto: Reprodução/ lesinrocks
O professor da UFRJ, o físico Adlène Hicheur, de 39 anos, negou em carta que tenha ligação com terroristas (leia aqui
). “Fui preso pela polícia francesa no fim de 2009 e a única justificativa de minha detenção foram minhas visitas aos chamados websites islâmicos subversivos. Fui privado da minha liberdade por dois anos apenas com base nisso. Nenhum outro elemento foi apresentado contra mim”, afirma ele na carta, encaminhada ao Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). No documento, Hicheur diz que “a acusação não sustentou o caso com fatos e evidências”. “O caso foi fabricado, usando-se partes pinçadas de uma conversa virtual com o objetivo de mostrar que haveria uma tentação de considerar a violência como solução para conflitos internacionais em países árabes e muçulmanos como Iraque ou Afeganistão”, afirma. Processado por supostas ligações com terroristas, Hicheur foi condenado a cinco anos de prisão. Detido em 2009, foi libertado em 2012. No início de 2013 foi convidado pelo CBPF, unidade de pesquisa do Ministério da Educação, para participar de um projeto no Brasil, onde está até hoje.