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Hotelaria rejeita abertura de novos leitos: ‘Ninguém sobrevive só de Carnaval e Réveillon’

Por Rebeca Menezes

Hotelaria rejeita abertura de novos leitos: ‘Ninguém sobrevive só de Carnaval e Réveillon’
Foto: Gabriel Carvalho/BN
Apesar de registrar quase 100% de ocupação durante o ano novo (veja aqui), a hotelaria de Salvador não tem condições de abrir novas vagas nos próximos anos, informou o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis na Bahia (ABIH-BA), Glicério Lemos. Durante coletiva realizada no Réveillon da Praça Cairu, o prefeito ACM Neto informou que havia solicitado o aumento do número de leitos na capital baiana para suportar ainda mais turistas no evento, que já se consolidou no calendário da cidade. Para Lemos, contudo, isso não é viável. “Eu acho que o prefeito quis dizer outra coisa, porque realmente houve [alta ocupação], mas ninguém sobrevive só de Carnaval e Réveillon. Nós temos o ano todo de compromissos. Os custos fixos do hotel são muito grandes. É diferente da indústria, que pode demitir. A gente tem que estar com as portas abertas, o quarto tem que estar arrumado, limpo. Então a hotelaria funciona diferente”, explicou. Em entrevista ao Bahia Notícias, o presidente da ABIH disse que não há viabilidade econômica para que empresários abram novos hotéis em Salvador. “Salvador não precisa de novos leitos hoteleiros. Nós temos 40 mil, com uma ociosidade de 47%”, definiu. O presidente criticou, ainda, o setor da aviação civil, que tem dificultado o turismo no país com a prática de tarifas muito caras. “Eu acho que o principal gargalo do turismo interno é a aviação. Com esses preços exorbitantes, inviabiliza qualquer lugar. A aviação tem que encontrar uma forma melhor de se cobrar essas passagens. A hotelaria está fazendo seu papel, com diárias baratas. Agora a aviação está com o papel inverso”, avaliou. "Por isso que a gente defende a abertura do céu brasileiro. Uma passagem de R$ 1,5 mil para Porto Seguro é inaceitável", completou.