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Procurador nega falta de esforço para impedir reajuste e aumento de gratificações

Por Guilherme Silva

Procurador nega falta de esforço para impedir reajuste e aumento de gratificações
Foto: Guilherme Silva / Bahia Notícias
O procurador-geral do Estado, Paulo Moreno, negou nesta quarta-feira (30) que tenha faltado esforço do governo para tentar impedir um reajuste de 18% para os servidores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Em entrevista concedida nesta terça-feira (29), o presidente do TJ-BA, Eserval Rocha, colocou esse aumento salarial e de outras gratificações como um dos fatores que levaram o órgão a pedir suplementações de orçamento em 2015. "O estado fez tudo que tinha que fazer nessa ação. Evidentemente quando você tem a análise de alguma ação judicial você faz avaliações da pertinência ou não de avançar em recursos, mas o Estado da Bahia não tem qualquer responsabilidade sobre uma demanda que tenha eventualmente impactado isso", explicou Moreno. Ontem, o presidente do TJ-BA criticou o fato do governo deixar a ação transitar em julgado, prejudicando as contas do Tribunal. "Além desse evento tem outros que já ocorreram. Um do CNJ que determinou que se fizesse o pagamento a um determinado grupo de servidores não de 50%, mas de 100%. Isso é um impacto enorme na folha de pessoal", lembrou Eserval. Paulo Moreno reconheceu o aumento nas gratificações, mas afirmou que essa é uma situação com a qual o TJ-BA deveria se adaptar. "Nós temos notícias das gratificações dos assessores em quase 100%, mas são situações que este Tribunal e outros tribunais têm que compreender, como nós convivemos com decisões contrárias no Estado da Bahia e nós temos que nos adaptar e fazer nossos ajustes", disse o procurador.