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Governador do RJ recorre a outros poderes para pagar dívidas; Alerj e TJ negam ajuda

Governador do RJ recorre a outros poderes para pagar dívidas; Alerj e TJ negam ajuda
Foto: Reprodução/ Jornal dos Municípios Rio de Janeiro
O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), recorreu ao Tribunal de Justiça do Estado e à Assembleia Legislativa para usar os recursos dos fundos dos dois poderes e honrar seus compromissos. Os fundos do TJ e da Alerj somam R$ 668 milhões. Segundo fontes de O Globo, o TJ alegou que o dinheiro é destinado às despesas de custeio da corte e não pode ser usado para pagamento de pessoal. A Alerj também negou ajuda, mesmo o presidente, Jorge Picciani, sendo aliado de Pezão. "Esses recursos não resolvem a situação do estado, e eu não vou contaminar a minha administração. O governo tem é que cortar despesas. O que adianta o Eduardo Paes (prefeito do Rio) dar R$ 100 milhões para pagar a dívida da saúde? É uma solução política para o problema de hoje, mas daqui a três meses o estado não tem mais dinheiro de novo", justificou Picciani. Segundo o político, o Executivo tinha a intenção de usar os recursos da Alerj, com saldo de R$ 190 milhões, para fazer caixa e aliviar a inadimplência com fornecedores, prestadores de serviços e até ajudar a pagar a segunda parcela do 13º dos servidores. Ao comentar a crise, o presidente da Alerj defendeu o rompimento de todos os contratos com organizações sociais e empresas terceirizadas, cuja dívida já chega a R43  bilhões. A saída seria decretar emergência em todo estado, não apenas na Saúde, porque isso permitira ao governo firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público e lançar mão de contratações temporárias por dois anos. Picciani propôs ainda o parcelamento da dívida com fornecedores e prestadores de serviços em 30 meses.