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Acordo do clima prevê investimento de US$ 100 bilhões para países em desenvolvimento

Acordo do clima prevê investimento de US$ 100 bilhões para países em desenvolvimento
Foto: Agência Ansa Brasil/ EPA
O acordo universal contra as alterações climáticas que deve ser aprovado neste sábado (12), em Paris, estabelece uma série de medidas vinculativas, a longo prazo, para limitar o aumento da temperatura a 2 graus Celsius no fim do século. No entanto, os países definem em 1,5 grau, em relação aos níveis pré-industriais, o aumento de temperatura que não convém ultrapassar para que os impactos do aquecimento não sejam catastróficos, segundo o texto divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo a Agência Brasil, o acordo tem 11 páginas e uma "decisão" com mais 20. O documento deverá entrar em vigor em 2020, com as 186 contribuições nacionais contra as mudanças do clima já apresentadas. A cada cinco anos, os países devem rever a sua participação por meio de um mecanismo de "reporte e de prestação de contas transparente", com o propósito de renovar os compromissos nacionais, com o objetivo de evitar o aumento da temperatura em mais de 2 graus. Em nível financeiro, o acordo prevê uma verba de US$ 100 bilhões por ano para os países em desenvolvimento, a partir de 2020. Os países propõem que as emissões atinjam o limite "tão rápido quanto possível", reconhecendo que essa tarefa levará mais tempo para as nações em desenvolvimento. As reduções devem ser rápidas, a partir deste momento, para encontrar "um equilíbrio entre as emissões provocadas pela ação do homem e o que pode ser absorvido pela atmosfera" na segunda metade do século. O texto também reconhece a importância de financiamento da adaptação, um mecanismo de perdas e danos para as alterações climáticas e a ação climática antes de 2020, com base nas necessidades de cada país.