Fiscais investigados pela Operação Verde Limpo trocavam multas por equipamentos
Por Luana Ribeiro/ Estela Marques
Foto: Luana Ribeiro/ Bahia Notícias
Os servidores municipais investigados pela Operação Verde Limpo trocavam as multas da extinta Secretaria de Transporte e Urbanismo (Semut) por dações de equipamentos, como armários e computadores. Os objetos eram entregues na sede do órgão e a prática continuou até a secretaria ser incorporada à Secretaria Municipal de Urbanismo (Sucom). Em coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira (25), no Ministério Público, a promotora de Meio Ambiente, Ana Luzia Santana, disse que os equipamentos ainda estão no âmbito do município e os servidores envolvidos passaram a fazer parte do quadro Sucom. A operação deflagrada nesta quarta investiga indicações e contratações irregulares de empresas ligadas aos servidores que participavam dos processos. O promotor Adriano Assis explicou que as dações de pagamento eram feitas de forma ilegal e arbitrária e as multas eram definidas pela coordenadora da Semut, Vânia de Oliveira Coelho. Além de Vânia, o servidor Antônio Carlos Nobre de Carvalho e os empresários Marcos Carvalho Silva e Rafael de Oliveira Barreto também tinham envolvimento no esquema. André Silva Ferreira, Inge Maria Weizer Carvalho, Rosália dos Santos Cavalcante e Emanuel Silva Mendonça, diretor de Fiscalização da Semut e superior de Vânia, tiveram mandado de condução coercitiva cumprido. As prisões são baseadas nos crimes de corrupção ativa e passiva, apropriação indébita, formação de quadrilha e improbidade administrativa. (Atualizado às 15h57)
