Operação Infecto começou com médicos que caíram na malha fina da Receita Federal
Por Luana Ribeiro / Estela Marques
Foto: Luana Ribeiro/ Bahia Notícias
Médicos que caíram na malha fina da Receita Federal foram o ponto de partida para a Operação Infecto, que descobriu organizações criminosas que se diziam Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips) quando, na verdade, eram sociedades empresariais. Em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (5), o superintendente da Receita Federal, Maurício Salim, explicou que dois grupos bem definidos atuavam em aproximadamente 30 municípios e desviavam entre 8% e 20% dos contratos firmados como taxa de lucro. Além disso, o grupo fraudava licitações, de modo que concorriam aos processos três organizações pertencentes ao mesmo grupo. A Receita estima que foram desviados mais de R$ 90 milhões dos cofres municipais, inclusive verbas do Fundeb, e deixados de serem recolhidos pelo menos R$ 85 milhões. Na operação, deflagrada nesta quinta-feira, foram apreendidos R$ 56 mil e mil dólares em espécie e uma Hilux. As contas dos investigados também foram bloqueadas.
