Email indica que Nardes foi acionado por consultoria depois de assumir TCU
Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil
Uma investigação da Polícia Federal indica que o ministro do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, foi acionado, quando já ocupava uma cadeira na corte, para tratar de assuntos da consultoria Planalto. A empresa, da qual ele era sócio, é investigada por suspeita de fraude fiscal. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, as evidências datam de novembro de 2006 e contradizem a versão do ministro, que afirmou ter se afastado completamente da empresa em 2005 para assumir a vaga no TCU. A Planalto é registrada em nome de seu sobrinho, Carlos Juliano Nardes, e de Clorimar Piva, e é alvo da Operação Zelotes, que apura suposto esquema de pagamento de propina no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda. No email, Piva solicita a uma pessoa que a PF identifica como Nardes, auxílio para renovar o contrato de uma empresa gaúcha vencedora de licitação no valor de R$ 25 milhões do Ministério da Saúde. A mensagem foi enviada no dia 27 de novembro de 2006 a um endereço de email que a PF credita a Nardes, endereçada a “Caro João Augusto”. A resposta ao email não aparece na documentação a qual Folha teve acesso.
