Fusão de ministérios traz desafio de 'articular' políticas, diz ministra
Por Alexandre Galvão / Luana Ribeiro
Foto: Jefferson Peixoto/Ag Haack/Bahia Notícias
Presente no seminário Brasil Pátria Educadora, realizado pelo PT no Fiesta Bahia Hotel na noite desta sexta-feira (23), a ministra Nilma Lino Gomes (Cidadania) afirmou que seu desafio aumentou após a fusão entre a pasta que comandava, da Igualdade Racial, e as secretarias de Políticas para Mulheres e Direitos Humanos. “Nós agora temos um novo ministério, com novos desafios, que é o Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. A ideia é fortalecer as políticas, não perder nenhuma pauta, e articular essa políticas que sempre tem interfaces. E agora estamos desafiados a realizar as políticas específicas e ao mesmo tempo políticas publicas articuladas desses três grandes temas”, apontou. Para a ministra, a união das três secretarias não enfraqueceu as três demandas. “Acho que não enfraqueceu, pelo contrário, nossa ideia é fortalecer a luta, criar uma interlocução entre as diferentes áreas, entre os órgãos públicos, os movimentos sociais e sempre avançar, nunca retroceder”, afirmou. Com a bagagem trazida do seu antigo ministério, Nilma salientou que o racismo ainda existe, mas que as ações para sua superação não estão estagnadas. “O racismo é um fenômeno universal, está presente em vários países do mundo e tem diferentes facetas. E no Brasil temos uma história de luta pela superação do racismo. Nós reconhecemos a existência do fenômeno, mas não estamos parados. O próprio Movimento Negro é um grande protagonista e um grande educador – já que estamos falando da Pátria Educadora – da sociedade brasileira em relação à superação do racismo”, argumentou.
