Redução de custos em material didático pode chegar a 70% em dez anos, afirma Bellintani
Por Alana Cafezeiro / Rebeca Menezes
Foto: Alana Cafezeiro / Bahia Notícias
A produção de material didático próprio para as escolas municipais, dentro do novo projeto pedagógico da Secretaria de Educação, vai permitir uma economia de até 70% na aquisição de livros em dez anos. A informação foi dada pelo secretário Guilherme Bellintani durante o lançamento das novas diretrizes curriculares da Educação Infantil e Ensino Fundamental I, no Hotel Pestana, na manhã desta quinta-feira (15). Apontada como uma iniciativa pioneira, a proposta visa a readequação da metodologia aplicada nas escolas da cidade, para uma adequação aos temas e realidade locais. “Eu tenho um projeto de dois anos na secretaria e diria que este é talvez o dia mais importante no sentido de transformação de fato na educação municipal”, avaliou Bellintani. No caso da educação infantil, serão desenvolvidos materiais específicos, como álbuns de fotografias. Já para o Fundamental I, serão 80 cadernos pedagógicos em 5 anos de escolarização, nas áreas de Língua Portuguesa e Matemática – o que deve cobrir cerca de 70% do tempo dedicado nas salas de aula. Os livros já estarão disponíveis a partir de março de 2016. “Os livros de História e Ciências, que equivalem a cerca de 25% do tempo destinado nas aulas, serão feitos em 2017”, explicou o secretário. Ao todo, os dois anos do projeto pedagógico custarão R$ 6,3 milhões, além da licitação para a impressão dos materiais. “Esse valor será aplicado na concepção, editoração, custos técnicos, elaboração... A partir do terceiro ano, nós teremos basicamente o custo de impressão”, contou. E a produção também deve gerar economia. Segundo Bellintani, como os direitos autorais serão do município de Salvador, os custos com gráfica devem cair para apenas 18% dos custos originais. “Ao longo de dez anos, segundo nossos cálculos, a redução do nosso custo será de aproximadamente 70%. [...] Mas claro que nosso objetivo não é a redução de custos, isso é uma consequência”, ponderou.
