Crimes letais intencionais em Salvador reduzem 6,5%, aponta anuário
Foto: GOVBA
O governo do Estado divulgou nesta quinta-feira (1º) que Salvador é a quarta capital brasileira que apresentou maior redução no número de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), de 6,5%, atrás apenas de Boa Vista (AC), Maceió (Alagoas) e Belo Horizonte (MG). A informação tem base no Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quarta-feira (30) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Ainda nesta quarta, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) questionou a metodologia utilizada pelo fórum para a contabilização de homicídios – de acordo com os dados do anuário, Salvador registrou 1.397 homicídios em 2014, sendo a 2ª capital na lista em números absolutos e a 8ª considerando a quantidade de homicídios por cada 100 mil habitantes. A SSP-BA aponta que a metodologia usada pelas capitais não é unificada, o que não permitira a comparação. Em relação aos CVLI, o governo aponta que foram registradas 1.397 mortes violentas no ano passado contra 1.485 em 2013. “Na comparação com outras capitais nordestinas, o anuário aponta que Salvador é a terceira (entre as nove), com menor número de mortes para cada 100 mil habitantes. São 48,1 mortes para esse quantitativo, deixando Salvador atrás somente de Aracaju (SE) e Recife (PE)”, diz o governo do Estado em nota. O comunicado ainda aponta que de 1º de janeiro a 27 de setembro deste ano, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) registrou redução de 3,5% de CVLI na capital e de 11,5% na Região Metropolitana. De 2013 para 2014, período em que ocorreu a redução dos CVLI, o governo estadual aumentou em 21% o recurso aplicado na área da segurança pública, saindo de R$ 3,82 bilhões para R$ 4,63 bilhões. “Desde a criação do Pacto pela Vida, em 2011, o Estado formou aproximadamente 15 mil policiais e capacitou outros 55 mil. Com investimento superior a R$ 85 milhões, o governo reforçou o enfrentamento à violência adquirindo três aeronaves, 3.592 viaturas, e criando delegacias, como a de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e 11 Centros Integrados de Comunicação (Cicom). A implantação de 17 bases comunitárias de segurança contribuiu para a redução dos crimes”, diz a nota.
