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Servidora que organizou esquema na SMS era única com acesso total à folha de pagamento

Servidora que organizou esquema na SMS era única com acesso total à folha de pagamento
Foto: Reprodução/ Google Street View
A servidora que organizou o esquema na folha de pagamentos da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), desarticulado nesta terça-feira (29), era a única no setor de Recursos Humanos que possuía a senha que dava acesso completo ao sistema. Em coletiva de imprensa na tarde desta terça, o secretário José Antônio Rodrigues Alves, afirmou que a técnica trabalhava na digitação e confecção da folha, e a cada vez que o pagamento era feito, ela modificava o sistema. “Importante destacar que ao longo de cinco meses enquanto a prestadora do serviço cumpria licença maternidade, não se observou nenhuma tentativa de fraude ou incorreção na folha. Isso voltou a ocorrer dia 22 de setembro, e os equipamentos estavam monitorados. Ela solicitou destravamento da sua senha e no momento ela voltou a perpetrar os mesmos delitos”, explicou o titular da pasta. A servidora se aproveitava da prerrogativa dos profissionais de saúde, que podem receber salários de vínculos diferentes, de acordo com o secretário. A promotora do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e de Investigações Criminais (GAECO) do Ministério Público da Bahia, Lívia Santana, explicou que a servidora mantinha o cadastro ativo de servidores que já tiveram vínculo com a secretaria, mas estavam desligados, e no momento do pagamento substituía o CPF e os dados bancários pelas informações dos laranjas utilizados. “Os laranjas eram pessoas simples, humildes, do relacionamento da servidora e que moravam no mesmo bairro”, acrescentou. A suspeita confirmou o crime e, junto com os membros da organização, deve responder por peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O secretário disse ainda que, após a fraude, o sistema deve permanecer o mesmo por enquanto e as senhas passarão a ser monitoradas e ter acesso limitado. O esquema desarticulado pela Operação Hígia desviou R$ 5 milhões entre 2010, quando foi iniciada, e 2015. O chefe da Saúde afirmou que a folha de pagamento de terceirizados usada numa fraude que desviou R$5 milhões em cinco anos será na pasta será paulatinamente extinta. (Atualizada às 19h02).