SRTE resgatou 17 trabalhadores em situação análoga à escravidão no RIR
A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) resgatou 17 trabalhadores no Rock in Rio neste domingo (27) em situação análoga à escravidão. Em depoimentos aos auditores-fiscais que realizaram a ação, eles foram recrutados no Rio e em São Paulo, com promessas de bons ganhos para trabalhar como vendedores ambulantes da empresa Batata no Cone durante a realização do evento. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), eles tinham que pagar uma taxa de até R$ 400 para trabalhar e ganhariam R$ 2 por produto vendido na festa, sem incidência de encargos trabalhistas, além de remuneração complementar. Entre os trabalhadores resgatados, alguns estavam endividados por não terem vendido todas as mercadorias. Eles pagaram as próprias passagens e atestados médicos, tiveram documentos retidos pela empresa, não receberam alimentação e eram tinham jornada de trabalho exaustiva. Vários funcionários dormiam no chão, em um alojamento sem condições de higiene localizado em uma comunidade próximo à Cidade do Rock. Em outras ações da SRTE, foram encontrados trabalhadores ambulantes da rede Bob´s carregando mercadorias de forma irregular, sem meios adequados; problemas no acesso de técnicos às torres de iluminação do Palco Mundo; trabalhadores que prestavam serviço de limpeza para a empresa Sunset estavam sem registro em Carteira de Trabalho, não recebiam vale-transporte e trocavam a roupa no estacionamento do Festival, já que a contratante não disponibilizou vestiário adequado. Todas as empresas flagradas em situações irregulares foram notificadas e serão autuadas.