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Rusga de Rui e Neto é 'cortina de fumaça' e 'incômodo com gestão', dizem líderes

Por Luana Ribeiro

Rusga de Rui e Neto é 'cortina de fumaça' e 'incômodo com gestão', dizem líderes
Fotos: Max Haack/Bahia Notícias | Divulgação
Os líderes do governo e da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) defenderam seus pares na rusga formada entre o governador Rui Costa e o prefeito ACM Neto. Após a questão das encostas, cuja disputa foi negada pelos dois chefes do Executivo, os tributos são a nova divergência entre Rui e Neto: enquanto o primeiro apontou que o aumento do IPTU teria prejudicado o setor da construção civil; o segundo rebateu que recebeu as críticas com humor e levantou a polêmica em que está imersa a recriação da CPMF pelo Planalto. O líder do governo, Zé Neto, questionou o fato de ter “alguém achando que o Brasil vai passar incólume  e que não vai ter que apertar o cinto” em meio à crise econômica vivida pelo Brasil e por outros países no mundo. “A CPMF quem criou foram eles próprios, isso é discurso para fora. Salvador teve o maior aumento de IPTU do país, em Feira não poderia ser diferente. Eles são os últimos que deveriam estar reclamando”, argumenta o petista, que acrescenta que o ajuste fiscal proposto pelo governo federal tem uma “dimensão de curto prazo”. Diante das críticas do prefeito à CPMF, Zé Neto sugere que ele “abra mão” dos recursos advindos do imposto, caso ele seja aprovado pelo Congresso.  “É simples, quando a CPMF chegar, ele abra mão, já que Salvador não precisa”, ironizou. O parlamentar classificou como “hipocrisia” o posicionamento de Neto, que estaria querendo “se fazer de bonzinho”. “Isso é um certa hipocrisia de quem está tentando criar cortina de fumaça para esconder sua grande sanha na cobrança de impostos”. Correligionário do chefe do mandatário municipal, o líder da oposição na AL-BA, Sandro Régis (DEM), atribui o conflito ao “incomôdo” causado pela gestão do ACM Neto. “O que eu vejo aí é uma situação clara de que o modelo de gestão de ACM Neto incomoda o modelo de gestão do PT. Salvador, apesar de todas as dificuldades impostas pela crise financeira está se transformando; o governo de Rui, como já disse antes, é um governo que até agora ainda não disse a que veio em segurança, em saúde, em infraestrutura”, aponta. O democrata cita que “o prefeito tem ações em todos os quatro cantos da cidade, pegou Salvador destroçada, e que mesmo com todas as dificuldades causadas pelo PT se apresenta estável financeiramente”, enquanto “hoje o modelo do PT está totalmente desacreditado e sendo desaprovado pela população brasileira e pelos cidadãos baianos”. Régis classifica a CPMF como uma “extorsão aos brasileiros”, mas considera que a briga entre Rui e Neto, “não deixa de ser política - no que tem ponto de concordância com Zé Neto. “Acho que não necessariamente seja a disputa eleitoral [de 2016] porque Rui está fora dela, mas evidentemente que isso é bem posto, muito claro, que são projetos muito diferentes, uma forma de ver o mundo diferente, e em algum momento os posicionamentos vão se chocar, não vão coadunar”, afirma.