Acordo de leniência da Andrade Gutierrez pode ter ‘efeito dominó’, diz colunista
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A possível decisão da Andrade Gutierrez (AG) de fazer acordo de leniência e delações premiadas deve permitir não só que a empresa mantenha negócios com o governo, mas também a blindagem dos acionistas da companhia caso haja ações criminais da Lava Jato no futuro. A empreiteira seguirá o mesmo modelo adotado pela Camargo Correa e, segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, deve ter efeito dominó em outras construtoras envolvidas no esquema, como OAS. Mesmo que a Odebrecht atualmente resista enfaticamente à opção, e garanta que não houve participação nos desvios, a opção seria a única restante caso se chegue ao limite do escândalo, como Marcelo Odebrecht condenado e a empresa impedida de disputar licitações públicas. A possibilidade do acordo de leniência da AG ainda está em estudo, apesar de a empresa negar que cogita a opção. Para a colunista, caso a delação se confirme, o desfecho da Lava Jato seria da maioria dos empreiteiros, lobistas e ex-diretores condenados, mas em prisão domiciliar, enquanto os políticos ficariam presos.
