MP revela que há provas do envolvimento da Engevix em esquema de propinas
Por Luiz Fernando Teixeira
Foto: Reprodução / Globo News
A 19ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na manhã desta segunda-feira (21), foi um desdobramento de etapas anteriores da investigação da força-tarefa. De acordo com o procurador do Ministério Público Carlos Fernando Dos Santos Lima, que participou de entrevista coletiva na sede Polícia Federal de Curitiba, há provas que envolvem a Engevix em pagamento de propina, por conta de documentos bancários. Não foi confirmado o nome da pessoa que teve prisão temporária decretada, além de José Antunes Sobrinho, um dos donos da Engevix. O Estadão informa que é João Augusto Henriques, lobista do PMDB que teria envolvimento no pagamento de uma propina de US$ 31 milhões em negócio da Diretoria Internacional da Petrobras, em 2009, então sob comando de Jorge Luiz Zelada, sucessor de Nestor Cerveró. O procurador declarou ainda que a Lava Jato segue a trilha do dinheiro desviado da Petrobras, através dos operadores presos, e que parte da informação ainda está sob sigilo porque envolve conteúdo de delação premiada.
