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Sírios são proibidos de deixar o Brasil após prisão com passaporte falso na Bahia

Sírios são proibidos de deixar o Brasil após prisão com passaporte falso na Bahia
Foto: Alan Tiago Alves / G1
Três sírios presos com passaportes falsos no Aeroporto Internacional de Salvador estão proibidos de deixar o país até que a Justiça avalie o caso. O trio saiu do país de origem para fugir da guerra civil e foi morar com as respectivas famílias na Turquia. Depois, eles vieram sozinhos para o Brasil com cerca de 3 mil euros para procurar emprego mas, como não encontraram nada, tentaram viajar para Europa. Para isso, pagaram 2,5 mil euros nos documentos falsificados flagrados pela Polícia Federal. "Na Turquia, disseram para eles que o Brasil era bom, que iriam arrumar emprego. Falaram que a vida social aqui era boa e que a economia era forte, mas, quando chegaram, perceberam que não é bem assim como diziam", destacou o coordenador do Centro Islâmico da Bahia, Sheikh Abdul Hameed Ahmad, que recebeu os imigrantes. "Eles foram soltos no dia 27 [de março] para que pudessem responder em liberdade e desde então estão aqui conosco", completou. Eles conseguiram liberdade provisória, mas não podem deixar o país até que o processo seja finalizado. Segundo a PF, o flagrante foi encaminhado para o Ministério Público Federal, mas retornou para que algumas diligências complementares solicitadas fossem realizadas. Um dos recebidos pelo Centro Islâmico, Hazem Alyounes, de 42 anos, agora espera retornar para a Turquia para encontrar a mulher e os filhos. "A situação lá [na Síria] está muito complicada. Vivemos um momento de matança e muita bomba. Todo mundo está querendo fugir de lá. Até chegamos a pensar em sair do país usando um barco e ir direto para a Europa, mas, como muita gente está morrendo, ficamos com medo", diz. "Eles querem retornar para lá porque, segundo eles, é mais fácil para conseguir emprego. Além disso, caso não consigam pagar o aluguel da casa, podem ir para o campo de refugiados do país, onde eles disseram que policiais podem ajudá-los. Eles não são criminosos. Erraram, mas fizeram isso na busca pela sobrevivência. Todo mundo sabe o que está acontecendo na Síria", explicou. Sheikh Abdul. Apenas em 2015, mais de 2,6 mil pessoas já morreram no mar enquanto tentavam chegar à Europa.