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Erros da Secretaria do Desenvolvimento Econômico

Por Ricardo Luzbel

 Erros da Secretaria do Desenvolvimento Econômico
Foto: Agência Brasil
Pela primeira vez em seis anos o governo baiano deixou de participar da Windpower, no Rio de Janeiro. Trata-se do maior evento de energia eólica no Brasil que, na abertura, contou com a presença do ministro de Minas e Energia e dos governadores do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. A Bahia é líder no setor de energia eólica. A ausência do governador Rui Costa, na abertura, ecoou, chegou a Ondina, mas, no segundo dia do evento, o governador marcou presença. Como os ventos costumam uivar, soube-se que quem pisou na bola não foi o governador, mas o seu secretário de Desenvolvimento Econômico, Jorge Hereda. A Bahia, nos últimos quatro anos, se transformou no maior destino de investimentos em parques eólicos e de fábricas de componentes e equipamentos do país. Não foi a primeira vez que  o secretário escorregou, e escorregou legal. Alguns dos seus erros: 1-  Errou na área logística, depois do fiasco do projeto Cone, da pernambucana Moura Dubeux, em Simões Filho; 2- O estado bate cabeça também com dois projetos, ambos em Camaçari, originados no governo Wagner; 3-  Errou no projeto BA 51, da paulista Etoile, que pretende, ou pretendia, já não se sabe, investir R$450 milhões. Há falta de recursos para construir a rotatória que daria, ou dará, acesso ao terreno e a SDE não libera para que a empresa, ela mesma, faça o acesso provisório; 4 – Errou em relação ao projeto Ecopark, fruto de parceria com o grupo baiano ETT, e investidores liderados pela paranaense Tucunã, com investimentos de R$350 milhões assegurados. O projeto pode está indo para o brejo, onde o vento não sopra; e, 5 - Tem ainda o terreno da Itaipava.  Enfim, enfim, a secretaria de Desenvolvimento Econômico está se firmando. Mas pelo avesso.