Requerimentos adiados não impedem prorrogação de CPI do Carf por mais 120 dias
Ataídes Oliveira | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Em entrevista coletiva concedida na manhã desta quinta-feira (10), o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Carf, Ataídes Oliveira (PSDB-TO), confirmou que o presidente do Senado, Renan Calheiros, autorizou a prorrogação dos trabalhos da comissão por mais 120 dias. O novo prazo passa a contar a partir de 16 de setembro. Estava prevista para esta quinta-feira a votação de sete requerimentos. A reunião da CPI, no entanto, foi adiada por falta de quórum. Constam dos requerimentos de convocação os nomes da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, do ex-governador do Ceará e ex-ministro da Educação Cid Gomes e do ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau. Questionado se a inclusão desses nomes com vinculação política direta poderia provocar o esvaziamento das investigações, Ataídes admitiu que tudo é possível uma vez que a CPI é uma instância do Congresso Nacional. Ele observou, contudo, que até aqui a comissão tem "caminhado bem". Disse ainda que o mais importante "é fechar a torneira da corrupção no Carf" com a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) incluída entre os itens em análise na Agenda Brasil. A PEC do Carf objetiva uma ampla reformulação no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. A principal inovação inserida no texto refere-se à forma de nomeação dos conselheiros. Para ser um integrante do órgão, o pretendente terá que ser aprovado em concurso público e possuir, pelo menos, cinco anos de atividade jurídica comprovada na área tributária.
