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Serviço de inteligência quer evitar possíveis ações terroristas na Olimpíada de 2016

Serviço de inteligência quer evitar possíveis ações terroristas na Olimpíada de 2016
Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil
A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) quer evitar que “um tipo moderno de terrorista” estrague a festa de quem vai participar da Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro. Trata-se do “lobo solitário”, que também é chamado de “alvo sem rosto” pelos profissionais da inteligência brasileira, disse o diretor-geral da Abin, Wilson Trezza. “Lobo solitário é um tipo de terrorista que atua de maneira independente. É aquele cara que se seduziu ou se sensibilizou com um ideário e que resolve ser protagonista de alguma coisa. Ele pode ou não ter vínculos com organizações terroristas”, explicou Trezza à Agência Brasil. Facilidades proporcionadas pela internet podem ajudar essas pessoas a atingir os objetivos. “A internet é também usada por organizações [terroristas ou não] interessadas em disseminar ideias. Às vezes de ódio racial, de extremismo religioso, de visões políticas despropositadas. Ensina também como fazer bombas ou mexer com explosivos”, disse o diretor da Abin. “O que estamos vivendo é uma nova fase, uma nova etapa do terrorismo mundial.” Segundo Trezza, essas características do mundo contemporâneo acabam por contribuir para potencializar o que seriam apenas tendências de um indivíduo à prática terrorista. O diretor citou casos recentes para justificar o monitoramento e o serviço de inteligência, como o atentado ocorrido durante a Maratona de Boston, nos Estados Unidos.  Segundo o diretor-geral da Abin, a inteligência norte-americana já tinha informações sobre a possibilidade de os dois rapazes cometerem o atentado. No entanto, optaram por não avançar no caso. “A repercussão foi mundial, apesar de o atentado ter sido feito com apenas duas mochilas [carregadas de explosivos]. Com a velocidade da informação, isso é levado a qualquer ponto do globo instantaneamente. O impacto é muito forte. A desmoralização do país que sofre um atentado desse tipo é muito forte. E o sentimento de insegurança da população passa a ser muito forte também”, avaliou. Por isso, o órgão deve colocar em prática, durante a Olimpíada, planos de segurança semelhantes aos utilizados nos Jogos Pan-Americanos, em 2007, e na Copa do Mundo, em 2014. “Perdemos a taça, mas ganhamos a Copa ao provarmos ao mundo nossa capacidade de organização”, concluiu.