Carta do IAB causa 'estranheza' em coordenadores do Plano Salvador 500
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
O secretário municipal de Urbanismo, Sílvio Pinheiro, e a presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), coordenadores do Plano Salvador 500, do PDDU e da Louos, afirmaram nesta sexta-feira (21) ter recebido com “estranheza” a informação de que a seccional baiana do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-BA) entregaria uma carta pedindo mudança no cronograma de entrega do PDDU. “Temos um processo amplamente participativo e transparente que vem sendo desenvolvido há um ano. O trabalho tem a atuação de profissionais de reconhecida competência e além da contribuição popular nos eventos ou através do site, já recebemos estudos de diversos profissionais interessados no desenvolvimento de Salvador. Portanto, é de se estranhar os argumentos utilizados pelo IAB”, disse Pinheiro, em nota. Em entrevista ao Bahia Notícias, a presidente do IAB-BA, Solange Araújo, aponta que os estudos realizados para embasar as discussões carecem de dados primários e não apresentam um diagnóstico da situação da cidade, o que tornaria a entrega do PDDU prematura. De acordo com o titular da Sucom, o estudo “Salvador hoje e suas tendências”, publicado em 10 de agosto, e que será discutido na 7ª Audiência Pública, na próxima quarta (26), “apresenta um estudo sério e aprofundado da cidade”. O secretário também destaca que além dos especialistas da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), consultoria contratada pela prefeitura para assessorar a elaboração do Plano Salvador 500, profissionais da capital baiana desenvolvem o projeto. A prefeitura cita a presença de nomes como a arquiteta Aglaé Diament, especialista em Análise Espacial Urbana (UFBa); a gestora cultural Daniele Canedo, professora do Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e o arquiteto Gilberto Corso Pereira.
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Tânia Scofield (de amarelo) na 1ª audiência pública | Foto: Divulgação
“É incompreensível a alegação de que não há consulta aos profissionais da cidade. Muitos estão sendo não apenas consultados, como estão trabalhando no Plano”, ressalta Pinheiro. “Recebemos estudos, propostas e sugestões de vários órgãos ou especialistas interessados em contribuir para a Salvador do Futuro nesse trabalho, a exemplo da arquiteta Débora Medeiros, da Ademi-Ba e do próprio IAB. Todos estão disponíveis no site”, afirma Tânia Scofield. A presidente da FMLF ainda frisa a participação popular. “Até agora foram realizados 27 Oficinas de Bairros, seis Audiências Públicas, cinco Fóruns Temáticos e um Fórum Internacional. O público participante soma mais de 3,5 mil pessoas, entre moradores, lideranças locais e institucionais, representantes de entidades, etc. Ainda estão previstas novas audiências públicas, além da discussão que será feita na Câmara Municipal a partir do recebimento da minuta”, explica a nota. O registro de todas as atividades relacionadas ao plano está no site oficial do projeto. “Diante desse quadro, que mostra um processo amplo, democrático, participativo, as críticas expostas pelo IAB-Ba mostram-se vazias. Esse trabalho é aberto a críticas e sugestões, que temos recebido e, em grande parte, incorporadas, que podem ser verificado no documento Salvador hoje e suas tendências”, diz Pinheiro, para completar: “Seria bom que o IAB, pela importância que tem, buscasse se integrar a esse processo e contribuir efetivamente para o desenvolvimento e a melhoria da cidade do Salvador”.
