ENTREVISTA: LUIZ MOTT
Foto: Driele Veiga
“A Constituição Federal infelizmente não faz referência ao crime por discriminação, por orientação sexual. Então depende da boa vontade do juiz condenar”
Por Driele Veiga
Casado e pai de duas filhas, o fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB), Luiz Mott, deixa de representar para a sociedade e assume a homossexualidade aos 30 anos. A escolha, segundo ele, foi difícil, mas não se arrepende da opção um só instante. “Assumir a minha homossexualidade foi uma graça. Sinto-me mais gracioso”. A Bahia é o estado mais violento para os homossexuais, segundo relatório do GGB. O Nordeste é a região mais perigosa para quem opta por gostar de pessoas do mesmo sexo: um gay corre 84% mais risco de ser assassinado do que no Sudeste/Sul. Os crimes homofóbicos são tão absurdos quanto os outros. Para Mott, os dados revelam o aumento da intolerância na sociedade baiana e brasileira. “A homofobia existe, sobretudo, em sociedades muito machistas e regidas pela heteronormatividade, que somente os heterossexuais é que são considerados honestos, virtuosos e naturais, todo resto é considerado aberração, marginalidade, desvio, descaração, etc.”
Leia a entrevista na íntegra!