Maratonista preso da Lava Jato trouxe shows de Beyoncé e U2 para o Brasil
Foto: José Cruz/ Agência Brasil
O empresário de 62 anos preso na 10ª fase da Operação Lava Jato, Adir Assad, trouxe ao Brasil shows de estrelas como Beyoncé e U2. No final de 2007, Assad abandonou o marketing para se dedicar ao esporte e correu 12 vezes a maratona de Nova York, atravessou os Estados Unidos de bicicleta, participou do Iron Man e do Tour de France. As atividades tiveram que ser suspensas após Assad ser preso acusado de ser um dos operadores do esquema de corrupção investigado na Lava Jato, ao utilizar suas empresas para firmar contratos de fachada com empreiteiras e intermediar o pagamento de propina em obras da Petrobras. De acordo com a Folha, o empresário deixou suas cinco empresas, da área de engenharia e marketing (Rock Star Marketing, Legend Engenheiros, Soterra Terraplanagem, SM Terraplanagem e Power to Ten Engenharia) sob responsabilidade de seus sócios Dario Teixeira e Sonia Branco. Ambos também são denunciados por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Segundo investigação do Ministério Público Federal (MPF), as empresas intermediaram o pagamento de aproximadamente R$ 30 milhões de propina em contratos da Petrobras, entre 2009 e 2012. Assad é qualificado como “controlador de um dos núcleos do sofisticado esquema” de corrupção. Em 2012, o empresário também foi acusado de operar em favor da empreiteira Delta, envolvida no escândalo do bicheiro Carlinhos Cachoeira, mas o caso ainda está sendo investigado. “Eu queria que tivesse um polígrafo aqui, porque é um absurdo. Eu nunca fiz a parte administrativa das empresas. Sempre fui um homem do marketing”, disse Assad, negando as suspeitas. O Ministério Público afirma que, como sócio controlador das empresas, Assad tinha conhecimento do esquema e “agia no interesse das empreiteiras, realizando os pagamentos em espécie a agentes públicos corrompidos”. O empresário hoje está detido no Complexo Médico Penal, em Curitiba, onde estão outros presos da Operação Lava Jato.
