Oposição vota a favor de reajuste por não votar 'contra os servidores'; vaia é 'incabível´
Por Alexandre Galvão / Luana Ribeiro
Foto: Max Haack/Ag. Haack/Bahia Notícias
O vereador Luiz Carlos Suíca (PT) explicou o posicionamento da oposição de não votar contra o projeto do reajuste dos servidores, cujo percentual de 6,5% retroativo a maio era questionado por sua bancada. “Em momento nenhum iria votar contra os servidores. Iria tentar um acordo melhor para os trabalhadores. Não dá para que tenha um piso nacional e os agentes de endemias e comunitários fiquem abaixo do piso. E a prefeitura o tempo todo insiste em dizer que não tem como avançar. Se você não avança em R$ 1.014, avança em algo que possibilite os salários dos trabalhadores. Mas nós da oposição, tradicionalmente, nunca votamos contra os trabalhadores”, explica, enquanto ouvia as vaias das categorias presentes na Casa. “Lógico que terá outras matérias, como o 249 que trata de exclusão de funções como técnico e assistente administrativo que esses mesmos que estão nos vaiando, vão vir aqui pedir o favor para que a gente vote contrário ao Executivo”, aponta ele, que considera a vaia “incabível”. Suíca acredita que o governo agilizou as votações para evitar desgastes advindos dos protestos. “Quando subiam no plenário os vereadores Cláudio Tinoco e Henrique Carballal, que são da base do governo, o pessoal da CTB ou das associações faziam silêncio, quando eram os vereadores historicamente eram chamados de traidores. Isso aí é um absurdo para nós”, disse ele, que ainda lembrou a prisão dos sindicalistas Ana Angélica Rabelo e Edson Conceição, que foi repreendida pelo edil.
