Chefe de gabinete de Eduardo Cunha será ouvida para explicar suposto 'achacamento'
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
A chefe de gabinete do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Denise Santos, irá depor para a Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato para esclarecer sua relação com dois requerimentos de informação que teriam sido usados para achacar empresas fornecedoras da Petrobras. De acordo com a Folha de S. Paulo, o depoimento está marcado para o dia 24 de agosto. A Polícia Federal já enviou um ofício à Câmara intimando a chefe de gabinete. Os documentos, apresentados na Câmara em 2011 pela então deputada Solange Almeida (PMDB-RJ), correligionária de Cunha, são um dos principais elementos apontados pela Procuradoria-Geral da República para incluir o peemedebista entre os políticos suspeitos de participação no esquema de corrupção descoberto pela Operação Lava Jato na estatal. Almeida foi ouvida em abril e afirmou que não se lembrava qual a motivação para assinar os dois requerimentos. À época, Cunha negou participação na formulação dos requerimentos e disse que suspeitava de fraude no setor de informática, pois haveria discrepância entre a data do protocolo dos requerimentos e as datas registradas nos arquivos de computador. Procurada pela reportagem, a presidência da Câmara disse que não comentaria o assunto. A Procuradoria-Geral deve apresentar até o final do mês denúncias contra políticos investigados na Operação Lava Jato. Também são investigados por envolvimento no esquema da Petrobras o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e os senadores Ciro Nogueira (PP-PI), Romero Jucá (PMDB-RR) e Edson Lobão (PMDB-MA).
