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Sessão especial da AL-BA marca fim de ciclo de homenagens a Jorge Calmon

Por Rebeca Menezes

Sessão especial da AL-BA marca fim de ciclo de homenagens a Jorge Calmon
Foto: Divulgação / AL-BA
Uma sessão especial realizada no plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) nesta terça-feira (11) marcou o fim de um ciclo de homenagens ao centenário do jornalista Jorge Calmon. Durante o evento, a Casa ainda o homenageou com uma placa “Jornalista Jorge Calmon”, nome dado ao auditório do edifício Senador Jutahy Magalhães. Calmon foi advogado, acadêmico, historiador, deputado estadual, secretário de Estado e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), além de ser editor-chefe do jornal A Tarde por 50 anos. Ele faleceu em 2006 e, se estivesse vivo, completaria 100 anos no dia 7 de julho deste ano. Entre os presentes na cerimônia estavam o secretário estadual de Comunicação Social, André Curvello, representando o governador Rui Costa, o ex-governador Waldir Pires, o presidente da AL-BA, Marcelo Nilo, o ex-presidente da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), Samuel Celestino, o atual dirigente, Walter Pinheiro, e o filho do homenageado, Jorge Calmon Filho. Em seu discurso, Nilo classificou o jornalista como um “cidadão raro” e “devoto aos interesses baianos”. “Ouso dizer que poucos homens públicos baianos tiveram tanta compreensão de seu papel na sociedade como Jorge Calmon”, afirmou.


Foto: Rebeca Menezes / Bahia Notícias

Amigo pessoal e “discípulo” do homenageado, o também jornalista Samuel Celestino avaliou as comemorações como importantes, mas não suficientes. “Por mais que tenha sido importante essa homenagem por seu centenário, foi muito pouco pelo homem que ele foi, pelo jornalista que ele foi”, avaliou. Ele contou que o editor-chefe do A Tarde foi um de seus principais conselheiros. “Era a Jorge que eu recorria quando eu tinha problemas e ele geralmente me perguntava: ‘o que você acha?’ Quando eu respondia, ele levantava e só apertava a minha mão”, lembra. Jorge Filho, que ficou visivelmente emocionado durante seu discurso, também não poupou elogios ao pai. “A gente está fazendo justiça a uma pessoa que realmente mereceu essas homenagens. Ele dedicou a vida toda à Bahia e a instituições baianas assistenciais, educacionais, esportivas e culturais, e cuja paixão foi o Jornalismo. E como pai, eu acho que ele também se realizou por ter uma família unida, que sempre o respeitou e o ouviu. Nós tivemos um pai e uma mãe que todos gostariam de ter”, afirmou.