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Pedidos de impeachment perderão força após aprovação de contas, diz Florence

Por Rebeca Menezes

Pedidos de impeachment perderão força após aprovação de contas, diz Florence
Foto: Jamile Amine/ Bahia Notícias
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tem discutido internamente as alternativas para a instalação dos pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). No jantar com líderes da Casa, realizado nesta segunda-feira (3), o peemedebista teria discutido com aliados a possibilidade de dar um caráter coletivo à ação: caso ele rejeite os pedidos, um deputado pode recorrer e levar a decisão para a maioria simples. Mas para o vice-líder do PT na Câmara, Afonso Florence (PT-BA), as solicitações perderão força após a aprovação das contas da gestora pelo Tribunal de Contas da União (TCU). “A minha convicção é de que a defesa é muito consistente e que as contas serão aprovadas, no máximo, com ressalvas. Já foi provado que a prática que se chama de pedalada foi praticada com o aval do próprio tribunal nos governos de Lula e Fernando Henrique Cardoso”, afirmou ao Bahia Notícias. Segundo ele, independente das possibilidades de rejeição, os deputados “têm que esperar” a decisão do TCU. Para ele, não faz sentido rejeitar as contas baseado em um procedimento que não foi criticado antes. “O certo seria recomendar para que a prática não aconteça mais e só depois virar motivo para rejeição”, avaliou. O deputado criticou, ainda, a possibilidade das contas de Dilma serem votadas antes daquelas que estão há anos na Casa. “Seria por ordem cronológica, mas o presidente já falou que se houver requerimento de preferência, tem que apreciar. Tem contas da década de 80 mas, se solicitarem, vamos votar as de Dilma antes”, contou.