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Servidores do Inema acusam secretário de promover ‘desmandos’ e ameaçam greve

Por Alexandre Galvão

Servidores do Inema acusam secretário de promover ‘desmandos’ e ameaçam greve
Eugênio Spengler | Foto: Secom-BA/ Mateus Pereira
Em operação padrão desde abril deste ano, os servidores do corpo técnico do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) reclamam em carta aberta à população dos “desmandos provocados pela política ambiental promovida na atual gestão”. Contatado pelo Bahia Notícias, o secretário de Meio Ambiente da Bahia, Eugênio Spengler, negou as acusações. Representados por quatro sindicatos, os funcionários do Inema dizem que Spengler promove “ações deliberadas para desqualificar estruturas estaduais e o corpo técnico do Inema como pano de fundo para o desmonte da gestão ambiental dos recursos hídricos no estado e no país”. “A falta de diálogo dessa gestão é a marca registrada permeada por absoluta falta de respeito com os servidores, despreparo na condução dos processos de negociações, descumprimento de acordos e não atendimento deliberado dos nossos pleitos o que demonstra autoritarismo”, diz parte do documento. Os funcionários reclamam também da fusão de dois órgãos e dizem que este ato do governo tirou a autonomia do Inema. Eugênio Spengler discorda das teses apresentadas. Para ele, a junção deu grande vantagem para secretaria e para o Inema. “Gerou, do ponto de vista do custeio, uma economia de quase R$ 3 milhões por ano, com água, luz, cargos comissionados e IPTU. A segunda questão é que tínhamos dois institutos – um da área ambiental e outro de recursos hídricos. Unimos os dois e essa é uma tendência no Brasil e fora do país. Uma coisa de agregar as ações”, explicou. O secretário levanta ainda a tese de que a “revolta” tenha começado a partir da instalação de pontos eletrônicos para controle do trabalho. “É uma reação agressiva de um grupo minoritário. Agora eu pergunto: as pessoas não tem que bater ponto? Tudo isso está equacionado. É fundamental que o estado tenha esse controle”, defendeu. As mudanças na secretária – e no Inema -, como a mudança do instituto para o CAB, trazem “um novo processo de coordenação”, na visão do Spengler, que defende ainda a modificação nos pagamentos por insalubridade. “O Estado está revendo em todas as secretarias. Já reviu, inclusive, no Tribunal de Justiça da Bahia. Acabou de rever na Saúde, na Educação... há uma determinação de analisar onde tem excessos”, apontou. O desencontro entre o secretário e os funcionários – se não for resolvido rápido – irá resultar numa paralisação na secretaria. Esta, pelo menos, é a promessa dos servidores.