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Odebrecht e Andrade Gutierrez formavam cartel cujo lucro era pago a partidos políticos

Odebrecht e Andrade Gutierrez formavam cartel cujo lucro era pago a partidos políticos
Foto: Reprodução/ G1
O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) afirmaram, em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (24), afirmaram que as empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez formavam um cartel, com obtenção de preços favoráveis às empresas. Os lucros extraordinários eram, em parte, pagos a agentes públicos e partidos políticos. Nesta sexta, a MPF ofereceu denúncia
contra os presidentes das empreiteiras, Marcelo Odebrecht e Otávio Azevedo, além de outros 20 envolvidos no esquema de corrupção na Petrobras, investigado pela Operação Lava Jato. Ao todo, 13 denunciados são da Odebrecht e outros cinco da Andrade Gutierrez, de acordo com o G1. Um dos esquemas envolvendo a multinacional baiana ocorreu na construção do Centro Administrativo da Petrobras em Vitória, no Espírito Santo. Outro envolveu a Braskem, empresa do grupo, em um contrato para compra de nafta que deixou prejuízo de R$ 6 bilhões à petroleira. Na transação, o ex-diretor da estatal, Paulo Roberto Costa, teria recebido propinas de R$ 5 milhões por ano. Parte do montante era destinado ao ex-deputado José Janene (PP), já falecido, e posteriormente ao Partido Progressista. O procurador Deltan Dalllagnol afirmou, em coletiva de imprensa no final desta tarde, que documentação obtida nas investigações mostra que tanto Odebrecht quanto denunciados no esquema tinham contas e valores em empresas offshore, fora do país.  Autoridades da Suíça também investigaram e apontaram que empresas do Grupo Odebrecht utilizaram contas bancárias do país para pagar propina a ex-diretores da Petrobras. Os pagamentos foram feitos a Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento; Renato Duque, ex-diretor de Serviços; Pedro Barusco, ex-gerente de Serviços; Jorge Zelada e Nestor Cerveró, ambos ex-diretores da área Internacional. De acordo com o delegado da PF, Eduardo Mauat, a investigação concluiu que as empresas estavam envolvidas no esquema, não apenas funcionários isolados.