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E-mails apreendidos indicam que Odebrecht buscou influência política para contratos

E-mails apreendidos indicam que Odebrecht buscou influência política para contratos
Foto: Divulgação
Emails apreendidos pela Operação Lava Jato apontam que a construtora Odebrecht buscou influência de políticos para obter contratos. Conforme divulgado em reportagem do jornal O Estado de São Paulo nesta quinta-feira (23), foram citados o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante (PT), na época ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, e de José Sérgio Gabrielli (PT-BA), então presidente da Petrobras. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, as ações para buscar influência ocorreram no momento em que a Odebrecht tentava celebrar contrato com a Sete Brasil, criada para a construção de sondas de exploração para a Petrobras. A Odebrecht participou do negócio por meio de um dos estaleiros da empresa, em 2011. Em um dos e-mails, constantes em relatório da Polícia Federal, um executivo da Braskem, Roberto Prisco, perguntou a Rogério Araújo, executivo da empreiteira, sobre a “conveniência de realizar algum contato político para realçar a conveniência de nossa proposta”. “Se nada acontecer, vamos perder a encomenda que é muito relevante”, diz Prisco, que pedia que se avaliasse um contato com Big Wolf – que a PF identifica como o então Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA), atualmente senador. Em outro email, Prisco comenta que o presidente da construtora, Marcelo Odebrecht, se encontraria com alguém em Brasília, “que eu não sei quem é”, que poderia ajudar. O contato foi identificado como Italiano, que a PF não conseguiu identificar, e Odebrecht pergunta aos parceiros se ele poderia auxiliar. “E sendo um reforço com Mercadante e Gabrielli, ou outro que possa ajudar, me acione”. Conforme explicita um dos emails, ele temia que o então diretor da petrolífera, Guilherme Estrella, reagisse de forma contrária à tentativa de influenciar pessoas na Petrobras. “Quanto à Petrobras, precisamos saber quem é que decide esse assunto, e a estratégia para influenciá-lo. No que tange a influenciar, temos vários caminhos (mais ou menos eficazes), mas precisamos ter cuidado com a reação de Estrela e equipe a esta pressão, pois uma coisa é influenciar na construção de uma solução desde o início, outra é a pressão reverter uma decisão tomada”, diz Odebrecht, que volta a mencionar Mercadante: “Posso também pedir a Mercadante um reforço. Acho que o italiano perdeu a influência na PB [Petrobras], na verdade acho que todos aqueles que exerciam alguma influência na PB estão com as barbas de molho neste início de governo, ainda mais na área de Estrela”.