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Obras de CMEIs são paralisadas após falência de empresa, diz presidente de central

Por Rebeca Menezes

Obras de CMEIs são paralisadas após falência de empresa, diz presidente de central
Foto: Cláudia Cardozo/ Bahia Notícias
A empresa responsável pela construção dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) teria falido e deixado as obras paralisadas, denunciou o presidente da Central das Creches do Brasil, Clériston Silva. Em entrevista ao Bahia Notícias, o representante disse que a companhia que venceu a licitação é paranaense e teria “sumido” antes de entregar os empreendimentos. Clériston afirmou que, atualmente, 150 mil crianças de 0 a 5 anos estão fora das creches por falta de vagas no município, e que a prefeitura havia prometido a construção de 41 unidades até o final de 2016. “Sem essas unidades, a educação infantil ficará comprometida. A gente quer saber porque essa empresa faliu e esperamos que o retorno das obras seja imediato”, defendeu. Segundo o secretário de Educação, Guilherme Bellintani, contudo, o problema não ocorre só em Salvador e foi causado por problemas com a empresa licitada pelo governo federal. "Nós assinamos 41 contratos com o governo federal e nossa obrigação era oferecer os terrenos e fazer a terraplanagem. Nós fizemos toda parte do município, mas dos contratos que assinamos apenas três foram iniciados e depois paralisados ainda na fundação", explicou ao BN. Os três contratos citados são os dos CMEIs no Subúrbio Ferroviário, em Periperi, e no Alto do Cabrito.


CMEIs serão construídas com recursos da prefeitura | Foto: Divulgação

O diretor geral de Infraestrutura da Smed, Sergio Chamadoira, contudo, não confirma que a empresa faliu. Segundo ele, a empresa MVCPlásticos foi contratada por meio de licitação para construir 6 mil creches em todo território nacional. Após ter assinado os 42 contratos com a Prefeitura de Salvador, a companhia voltou atrás e solicitou o cancelamento de 39 deles. "Os outros três terrenos não chegaram a ser cancelados, mas também não houve continuidade. O máximo que eles fizeram foi uma limpeza no local. Toda população que esperava essas unidades ficou desamparada", contou. Chamadoira conta que, durante uma entrevista, o ministro da Educação, Renato Janine, chegou a anunciar o cancelamento do contrato com a MVC Plásticos, já que das 6 mil unidades a empresa só conseguiu executar 15. "Não sei se a empresa faliu, se não tinha capacidade de cumprir os contratos ou só não tinha interesse em fazer as creches aqui na Bahia", completou Sergio. Por isso, a prefeitura decidiu realizar algumas das obras previstas com recursos próprios. Bellintani contou que, no próximo dia 30, a gestão municipal lançará um programa para criar quase 15 mil vagas de creches. "Nós vamos usar alguns desses terrenos, mas ainda temos esperança de que parte dessas obras sejam retomadas. Só que não podemos esperar isso por muito tempo", avaliou. De acordo com o secretário, já estão em processo de licitação outras 40 creches, que não necessariamente serão construídas nos terrenos cedidos. Destas, 10 serão construídas pela prefeitura e as outras 30 pelos shoppings da cidade, a partir de acordo firmado para a cobrança dos estacionamentos. Questionado sobre a posição do governo federal sobre as obras, Bellintani informou que tem mantido contatos constantes com os órgãos responsáveis. "Nós temos feito contato semanalmente. Eles informaram que vão refazer a licitação, mas ainda não tem um prazo. Mas nós temos esperanças de que as obras vão sair", concluiu.