Familiar de vendedor morto no Imbuí diz que irmão sofria de depressão e esquizofrenia
Foto: Henrique Lima / Leitor BN
Morto na frente da própria barraca de lanches no bairro do Imbuí, em Salvador, o comerciante Antônio Paulo Bispo da Silva, de 55 anos, sofria de depressão e esquizofrenia, como informou familiares da vítima ao Correio. O homem foi alvejado na virilha pelo policial civil Carlos Evandro Vieira do Nascimento, na noite de quinta-feira (17). Segundo a irmã de Antônio, Herondina Bispo da Silva, ele não ia ao médico há algum tempo e tinha deixado de tomar remédios. Segundo ela, os problemas psicológicos do irmão se agravaram depois que ele sofreu assaltos sucessivos, anos atrás. No último, bandidos levaram seu carro - um Fiat Uno comprado com o dinheiro de anos de trabalho, o que teria sido o estopim para a mudança de comportamento. Mesmo assim, moradores que conheciam Antônio, o “Tinho”, contam que ela era uma pessoa tranquila, mas que volta e meia se metia em confusões. O policial que atirou em Antônio, que atua como investigador na 16ª Delegacia (Pituba) – e faz bicos como taxista – alegou legítima defesa e se se apresentou na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na Pituba, onde entregou a arma dele, uma pistola ponto 40. O policial disse que foi ameaçado de agressão pelo comerciante com uma barra de ferro e, para tentar se defender, resolver efetuar um disparo para o chão. O estilhaço do projétil, segundo a sua versão, ricocheteou e atingiu o comerciante, que morreu em frente à barraca.
