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Bahia tem 73 mil gatos de luz que causam prejuízo de milhões de reais, diz Coelba

Bahia tem 73 mil gatos de luz que causam prejuízo de milhões de reais, diz Coelba
Foto: Divulgação
A Bahia possui 73 mil “gatos de luz”, de acordo com informações da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba), o que causou um prejuízo de R$ 588 milhões para a companhia desde 2013. Outro prejuízo causado ao conjunto de consumidores pelos “gatos” é o desligamento temporário da rede: 2.554  interrupções de fornecimento registradas nos dois últimos anos tiveram como causa ligações irregulares. “Elas sobrecarregam o sistema de fornecimento porque não estão previstas, o que acaba ocasionando as quedas e a interferência na qualidade do serviço”, justificou o superintendente de Perdas da Coelba, Márcio Caires, em entrevista coletiva nesta quarta-feira (15). De acordo com o Correio, entre 2013 e 2014 foram furtados em torno de 1.717 GWh (Gigagawatt-hora), volume suficiente para abastecer toda a cidade de Salvador durante cinco meses. A Coelba investiu no ano passado R$ 80 milhões no plano de combate a perdas. Em 2015, o valor aumentou para R$ 124 milhões. Entre as ações da concessionária estão as operações de inspeção, substituição de medidores, instalação da rede elétrica com cabos antifurto e regularização das ligações clandestinas encontradas nas fiscalizações. Além disso, a Coelba investe cerca R$ 1 milhão, em parceria com o Senai Cimatec e o Instituto de Física da Universidade Federal da Bahia (Ufba), para desenvolver um dispositivo de detecção de ligações irregulares na rede da companhia. O protótipo deve ficar pronto ainda em 2015, após dois anos de pesquisa. “O aparelho é capaz de realizar inspeções tanto na parede como no piso da casa do consumidor”, explica o engenheiro eletrônico e coordenador técnico do projeto pelo Senai Cimatec, Cleber Ribeiro. Ele funciona como uma espécie de “detector” capaz identificar campos magnéticos emitidos pelas correntes elétricas no interior dos condutores. O equipamento sinaliza também modificações na estrutura do eletroduto por meios de ondas acústicas. Os protótipos já estão sendo testados. Cada aparelho vai custar R$ 8 mil à Coelba.