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Presidente da Abap fala de reações em redes sociais e resume: ‘Conar é conservador’

Por Rebeca Menezes

Presidente da Abap fala de reações em redes sociais e resume: ‘Conar é conservador’
Foto: Divulgação
O presidente nacional da Associação Brasileira das Agências de Publicidade (Abap), Orlando Marques, afirmou nesta quarta-feira (15) que mídias sociais não servirão de alicerce para a superação da crise econômica vivida pelo Brasil. Segundo ele, elas “claramente não se apoiam nas agências”. “Os meios digitais (mídias) costumam trabalhar direto com o cliente. Eles possivelmente se acham superiores às agências de publicidade. Então eles podem um dia se oferecer para trabalharem com a gente, mas nós temos mais força com os outros meios do que com eles”, defendeu, durante o evento de posse do novo presidente da Abap-BA, Moacyr Maciel. Em entrevista ao Bahia Notícias, Marques disse que, atualmente, as redes sociais são um veículo de comunicação como qualquer outro. Mesmo assim, questionado sobre o aumento de reclamações contra campanhas polêmicas, ele garante que esse novo canal não alterou o direcionamento que a instituição dá para a produção das associadas. “Não mudou nada. A gente continua a orientar as agências a usarem os valores da sociedade nas suas campanhas. Sempre tem algum que desvia um pouco pra direita, um pouco pra esquerda. Pra isso a gente tem o Conar. Mas nossos institutos continuam da mesma maneira. Não é porque as redes sociais vociferam a mais ou a menos”, avaliou, fazendo referência ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária. Sobre os questionamentos das próprias agências sobre o conselho, o presidente da Abap minimizou. Segundo ele, há membros de diversos setores da sociedade no órgão, e são eles que representam de forma diversa os valores atuais. “Às vezes tem agência que diz que o Conar é conservador. Ele é conservador mesmo. Ele é um ambiente, um conselho para julgar campanhas. Então tem que julgar levando em consideração os valores da sociedade brasileira. Não tem como dizer que os publicitários do Conar são conservadores. É uma parcela da população que está ali”, concluiu.