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‘Precisamos transformar a Bahia no que as pessoas acham que somos’, diz Tourinho

Por Rebeca Menezes

‘Precisamos transformar a Bahia no que as pessoas acham que somos’, diz Tourinho
Foto: Divulgação
O ex-presidente da Associação Brasileira das Agências de Publicidade na Bahia (Abap-BA), Renato Tourinho, defendeu que a Bahia precisa investir no setor turístico e em sua divulgação para superar o momento de crise econômica. “Precisamos transformar a Bahia no que as pessoas acham que somos. Quando chegamos em outros lugares e falamos que somos baianos, as pessoas abrem um sorriso. [...] Nós precisamos falar de turismo na Bahia, o turismo tem que ser retomado”, afirmou nesta quarta-feira (15), durante a posse do novo presidente da Abap-BA, Moacyr Maciel. Tourinho, que assumiu a vice-presidência da associação no Norte e Nordeste, citou como exemplo a Praia do Forte, no município de Mata do São João, como uma abordagem do setor. “Esse é um modelo que pode ser adotado para outros lugares. É isso que o turista quer. Botar uma sunga, sair, curtir o lugar e ser bem atendido”, avaliou. Renato citou ainda a possibilidade da criação de parques temáticos no estado, a partir de Parcerias Público-Privadas (PPPs) e o investimento em publicidade para a parte da população que teve uma melhora no poder aquisitivo nos últimos anos. Segundo ele, os grandes anunciantes do país começaram a entrar nas favelas com as chamadas “franquias sociais”. “As 43 maiores favelas do país movimentam R$ 47 bilhões, e 57% desse valor é consumido lá dentro. Os consumidores estão mais exigentes, tanto com o setor público quanto privado”, contou. De acordo com Tourinho, durante seus seis anos à frente da Abap-BA, ele buscou valorizar a propaganda perante os anunciantes, mostrando os impactos positivos que ela alcança. E foi otimista em relação ao período que o país vive: “Sem a publicidade, os anunciantes não vendem. Então nós temos que valorizar isso e fazer com que as coisas evoluam com uma rapidez maior, principalmente nesse momento de paralisação da economia. Mas a gente vai conseguir sair dessa, tirando o S da Crise".