Cunha descarta possibilidade de adiar votação de pontos da reforma política
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), descartou a possibilidade de adiar mais uma vez a votação do Projeto de Lei 2.295/15 que regulamenta pontos infraconstitucionais da reforma política. A apreciação da matéria, que entrou em pauta nesta terça-feira (7), segundo informações da Agência Brasil. O relator da comissão, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já leu o parecer sobre as 96 emendas apresentadas nesta quarta-feira (8) e todas foram rejeitadas. Para dar tempo de análise aos parlamentares, a sessão plenária foi aberta nesta quarta (9) e fechada por meia hora. “Se conclui [a análise das emendas], isso depende do plenário, mas votar, nós vamos votar. Se não acabar, continua na terça-feira”, disse Cunha. O líder do Solidariedade na Casa, Arthur Maia (BA), defende que a votação seja adiada. “Ninguém quer fazer obstrução, mas não é plausível para o relator nem para a Câmara entender que 99 emendas serão lidas, o texto refeito, e automaticamente votado em plenário”, argumentou. Entre os pontos constantes no projeto, está o estabelecimento de um teto para a doação das empresas aos partidos políticos, além de limitação do período de campanha nas ruas, na internet, na televisão e no rádio. “Nenhuma empresa poderá doar além, mesmo que seja no limite dos 5% do que faturou no ano anterior. Não poderão fazer como fez no ano passado. Teve empresa que doou R$ 350 milhões nas últimas eleições”, acrescentou Maia. Com a regra, o limite ficaria reduzido a R$ 20 milhões. “São ações reais que vão reduzir de maneira abrupta os custos das campanhas políticas no Brasil”, apontou.
