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Bellintani critica interferência política na Secretaria de Educação: ‘Gerou trauma’

Bellintani critica interferência política na Secretaria de Educação: ‘Gerou trauma’
Foto: Jefferson Peixoto / Ag. Haack / Bahia Notícias
O secretário de Educação de Salvador, Guilherme Bellintani, afirmou nesta segunda-feira (6), em entrevista ao radialista Mário Kertész, na Metrópole, que interferência partidária na pasta gerou um “trauma” na aplicação de políticas públicas. “O que a gente percebe historicamente é que isso gera outra coisa, gera um distanciamento entre a secretaria e as escolas. O grande problema é o secretário não ter conhecimento técnico e não buscar esse conhecimento”, disse Bellintani. O gestor declarou que o principal para quem liderar a secretaria é buscar fazer o simples, provendo escolas com condições estruturais razoáveis, um projeto pedagógico e uma rede de apoio. Bellintani ainda criticou o orçamento que encontrou quando trocou de secretarias na gestão de ACM Neto (DEM). "O orçamento não é grande. Nosso orçamento é de 1 bilhão e 200 milhões. O grande problema é que um pouco mais 85% vão diretamente para custeio de pessoal”, afirmou. O secretário minimizou as paralisações de servidores. “Houve paralisações do mês de maio e junho, buscando causas a que a gente acha justa e necessária. Não houve deflagração de greve e a gente acredita que não haja. Houveram sete dias de paralisação, mas não foi greve. São 148 mil alunos na rede municipal", ressaltou.